domingo, 30 de agosto de 2009

Atrasados

Imagem: Lu Lu the killer

No ônibus esta semana ouvi uma senhora protestar que estava sempre atrasada, eu logo pensei que muitas vezes me sinto exatamente dessa maneira: atrasada. O indivíduo atrasado começa a sua saga desde que nasce: se é gêmeo e veio por último, já chegou ao mundo atrasado; se não é gêmeo, mas o parto previsto para aquela data e hora de vir ao mundo atrasou, me desculpe informá-lo, mas você faz parte do clã dos atrasados!

Estar atrasado é sempre assim: você pega as coisas pela metade, tenta acompanhar a multidão adiantada, corre e corre, no entanto parece que nunca chega lá. Como quando você conhece um homem (ou mulher) interessante e no final das contas ele opta por outra, pode acreditar você já chegou atrasado ao coração dele/dela. Parece “karma”: é “um tal” de gente passando na sua frente pra cá e pra lá que parece que nunca a sua hora finalmente vai chegar. Aí o atrasado aprende a não querer mais se apressar, porque não tem jeito, já está atrasado mesmo, não irá ter importância alguma correr para chegar ao seu destino.

Não irá fazer a menor diferença correr para disputar um lugar no cinema ou no teatro e, se quiser acelerar para, de repente, fazer com que o rapaz mais charmoso ou a menina mais charmosa do ambiente possam lhe notar, porque minha amiga ou meu amigo essas coisas para pessoas atrasadas não funcionam. Pode apostar que esses indivíduos maravilhosos estarão de olho no outro rapaz e na outra menina que conseqüentemente saltarão antes aos olhos de sua oportunidade de amar.

Contudo, pode ser que o atrasado não saiba que sofre de um auxílio do divino ou de uma profunda sorte eterna, pois estar atrasado irá lhe salvar muitas vezes de pegar um ônibus que sofra um acidente, por exemplo. Ou quem sabe lhe salve das filas fenomenais de shows ou parques, ou de casar com um homem (ou uma mulher) incapaz de oferecer um carinho sincero, de dar risadas de uma situação engraçada, de calar nos momentos certos, de puro companheirismo e doses de romantismos.

Concluindo, estar atrasado nas artimanhas do amor é poder experimentar e acabar encontrando finalmente o “chinelo velho para o pé torto”, não no seu momento ou quando sua carência e hormônios estão berrando por dentro, mas sim no momento do “senhor tempo” o sábio de todas as coisas (é o que dizem!). É parece que realmente não é tão ruim estar atrasado!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O meu amor


O meu amor deve estar por aí...em qualquer esquina ou com alguém
O meu amor pode ser passado ou futuro
Não sei quem é e onde pode estar o meu amor.

Queria que ele estivesse aqui
Que me convidasse para um cinema, observar as pessoas no parque, cantarolar uma canção ou apenas sentarmos lado a lado.
Por onde anda o meu amor?
Por que ele se esconde de mim?

O meu amor é tudo que preciso e o nada ao mesmo tempo
Ele é sólido, manso e por vezes ardente
Ele é o consolo para os dias mais difíceis
A brisa fresca para os dias mais quentes
O ombro e o colo
Ele é o sorriso e a soma de tudo que me acontece no dia-a-dia,
E mais do que isso, é com ele que divido minhas frustrações, minhas ilusões, alegrias e a vida propriamente.

Por onde andará meu amor?
O que ele faz que não pode estar aqui?
E assim fico a esperar a mágica surgir em qualquer olhar
Tento não me distrair ou me angustiar, na esperança de encontrá-lo.

Foto: http://www.photos8.com/girl_and_sunset_3-wallpapers.html

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Canção


Uma canção tem o poder de mexer conosco e por isso, digo que a vida não teria graça sem a música. Basta você colocar os fones no ouvido e deixar o coração se levar por àquela melodia que te faz lembrar coisas inimagináveis. Vamos fazer um exercício: coloque aquele CD especial ou quem sabe a velha “bolacha preta” no velho toca discos e, feche seus olhos...aposto que irá retornar a sua memória a primeira vez que saiu sozinho, sem seus pais, pelas ruas da cidade; quem sabe recordará da primeira festa que foi com alguns amigos e acabou por encontrar um sujeitinho que não era da sua turma e ficaram horas e horas falando dele e de você com um final interessante por ter deixado ele encostar os lábios dele nos seus.

E na viagem de uma canção alguém sempre se lembrará do primeiro amor, àquele que foi embora por uma razão ou outra, mas que não partiu por completo da mente, apenas deixou-se adaptar as novas formas de vida ficando guardado num canto qualquer de um imenso coração. A música pode levá-lo aos mais escondidos cantos de dor já vivenciada, a dor que não mata, mas que traz a gente de volta à vida com mais força e um pouco mais arredio.

Não pense que a canção só vai lhe conduzir a isso, ela pode trazer de volta momentos felizes, ao pensar em rostos não mais vistos no corre-corre do dia-a-dia. E ela vai lhe fazer embarcar na promessa de dias coloridos, pelo simples fato de deixar-se embalar por uma música faceira, com acordes que agitam as batidas do coração. E alguma música dessas irá fazê-lo recordar dos amigos de velha data ou os mais recentes. Alguém disse que os amigos é a família que a gente escolheu para si, diferente dos irmãos de sangue que já vem no pacote “pai e mãe”.

E a quantidade de amigos pouco importa, eu penso é na qualidade. A vida e a sorte são minhas grandes aliadas nessa escolha de grandes parceiros que apareceram na minha história, grandes amigos a quem eu posso chamar de irmãos e que imagino que assim sou para eles. Muitas canções me fazem lembrar destes meus amores todos os dias. Me lembro de um quando sento no tapete verde da Redenção, quanto faço um chimarrão, quando falo uma expressão que só poderia ter aprendido com o tal amigo. Quando caminho pelo campus da universidade em que me graduei, me recordo de poucas e boas, de risadas nos corredores, de confissões e de ajudas mútuas; com eles eu posso ser o que eu quiser: ser mocinha, bandida, criança, adolescente e estar simplesmente em casa.
 
E não importa onde eu estiver, os levo comigo, no meu pensamento e na sensação de que estão aglomerados no meu peito vivenciando ao meu lado todos os momentos possíveis. Nas minhas vitórias e derrotas eu me lembro deles, alguns me doam seus colos, seus ombros, seus abraços e me dão a certeza como videntes do tempo de que tudo vai acabar bem e que as dores irão passar. Eu falava de canção e acabei por me perder entre meus amigos, talvez porque nesta hora estivesse ouvindo uma dessas canções que faz lembrá-los.

Foto: http://www.photos8.com/art-desktop-wallpapers.html

É a hora!

Para quem me conhece de longa data sabe que eu sempre gostei de me aventurar na área das palavras. A "combinação de letrinhas" sempre foi minha vávula de escape, minha maneira de compreender os momentos de minha vida e tudo mais que estava ocorrendo no mundo ao meu redor.
Agora é o momento de expor essa maneira particular e despretenciosa de ver a vida e, tudo mais, que acontece comigo, mas que pode de repente ter ocorrido ou estar acontecendo com você.
Pode ser que você goste ou não, mas tudo bem, nem sempre a gente vai agradar a todos não é mesmo? Boa leitura e espero te ver sempre por aqui!