quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A vida passa

Imagem: google

Ao fim do ano passado, mais ou menos nesta época estava pedindo para “mudarmos o disco”. Tenho para mim que ao fim dos doze meses do ano nós sempre queremos alguma coisa: as crianças querem encontrar o Papai Noel, querem brinquedos, seus sonhos encantados realizados em uma noite mágica; os adultos, bem os adultos complicam mais a história!
Nós adultos sabemos que o bom velhinho não existe e que no Brasil não há henas. Os presentes materiais custam algum dinheiro – seja ele pouco ou muito – e que se trabalha demasiadamente para conseguirmos desfrutarmos de uma bela e farta ceia natalina.
É claro que estou falando daqueles – e isso me inclui - que são desprovidos de grandes abonos financeiros. O que não há problema algum, cada um tem sua sorte, felicidade e/ou trabalho que lhe possa dar o muito e o pouco que se almeje, não querendo entrar no mérito.
Quando a gente cresce é que dificulta ainda mais a história de realização natalina. Passamos a desejar muito mais que um brinquedo, uma roupa ou um vídeo game. Certo, você irá pensar que mesmo com o passar dos anos ainda assim desejamos aquele vestido bonito da vitrine, o sapato sonhado por meses, a viagem planejada por anos, no entanto ainda assim acredito que a grande maioria deseja com máxima intensidade coisas que não podemos tocar, ver ou comprar.
Alguns de nós gostaríamos que a vida nos presenteasse ou nos colocasse pelo menos mais próximos de realizações pessoais. Fica então, nesta época, mais propício pensarmos nisto e percebermos que a vida passa muito depressa. Por mais que hoje você pense que sua vida não passe tão rápido assim, basta reunir-se com um velho amigo para compreender que muita coisa aconteceu e você nem se deu conta.
Se a vida passa tão rápido quando nos tornamos crescidos, deveríamos aproveitá-la mais, não? Aproveitá-la ao seu jeito, inocentemente, sem prejudicar a ninguém. Sem precisarmos correr contra o tempo, sem obrigação de quase enfartarmos para adquirir nossos grandes sonhos e muito menos sem a condição de precisar mostrar ao próximo que temos uma vida feliz tal qual um conto de fadas.
Somos felizes, bonitos, esbeltos, fortes, juvenis, inteligentes, imbecis, alegres, tristes, enraivecidos, desiludidos, iludidos, encantadores, sonhadores, realistas, mas nem todos os dias...somos seres humanos!
Este ano não torço pela corrida de horas, ainda que me veja impaciente diante de tanta promessa de vida em 2012. Torço apenas para que não perca um só segundo do agora e que a paz interior possa ser minha companhia vendo assim se descortinar o amanhã e o depois...depois..depois...até que finalmente amanheça em mim uma nova era.