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| Fonte: Google |
Você quer mudar? Então vamos!
Mudar não é fácil, seja de país, estado, cidade, de bairro, de casa ou
apartamento, mudança de atitude ou comportamento, mudança de hábito, de
pensamentos ou mudança de estado civil.
Quando mudamos experimentamos um
pouco de tudo. Há gente que guarde em seu DNA a mudança, que aprecie e necessite
disso como quem precisa da luz do sol, no entanto haverá outros que não abraçarão
a transformação nem por um decreto.
Certo que mudar tem suas
consequências e um longo caminho a percorrer. Quando mudamos de casa ou
apartamento o processo envolve encontrar o frete ou transportadora mais barata,
recolher móveis, roupas e algumas “quinquilharias”, doar algumas coisas que não
se quer mais, identificar caixas para encontrar seus pertences com facilidade e
carregar incontáveis vezes tudo que tem na casa antiga para a nova. Em sua nova
morada você experimenta a desilusão de que suas prateleiras ou roupeiro não
cabem no novo quarto, de que o espaço é menor do que o anterior ou maior e você
precisará de mais móveis.
Mudar de comportamento e hábitos
é se policiar constantemente...pura disciplina para se chegar onde se imagina,
ser melhor ou mais saudável. Às vezes a
mudança chega repentinamente que não há tempo ou maneiras de resistirmos a ela.
Tenho para mim que seja a vida nos empurrando para etapas que estamos
preparados ou aptos a vivenciar. Como navegar em um barco que vai sendo levado
pela correnteza onde alguns dias o rio é mais manso e é possível aproveitar a
paisagem e, em outros, vamos descendo em uma velocidade tão forte que a única
saída é segurar no barco e simplesmente ir.
Nunca mudei de cidade, quanto mais
de país. Contudo, deve ser assim: frio na barriga constantemente, a final você
está pisando em solo estrangeiro! Todos os dias conhecendo um pedaço de seu
novo país e bairro, as lojinhas que ali residem, os mercados e a vizinhança.
Acostumar-se com o idioma alheio, com as gírias, com a linguagem, com os
costumes e as manias.
Mudar é como experimentar ser totalmente
anônimo. Ninguém sabe quem é você, o que você já fez, do que gosta o que lhe
emociona e o que lhe empolga. As pessoas não sabem seu nome, o seu dia da
semana preferido, as músicas que você costuma ouvir, desconhecem quem é sua
família e quem são os seus amigos especiais. Você, por alguns meses ou anos
passa a ser “só mais um alguém na multidão”.
Eis que enquanto todos ignoram sua
identidade, você vai se acostumando com sua nova realidade. Observa todas as
manhãs os costumes de outro alguém; caminha e explora as ruas do bairro,
aprecia alguma iguaria na padaria da esquina e conversa com alguém que te dê a
chance de uma simples troca de ideias e do conhecimento das diferenças
culturais que existam entre você e seu novo amigo. Haverá sempre alguém nesse novo
mundo para acolher um simples e deslocado estrangeiro!
No mapa da mudança todos os dias tem espaço para saudades, para o suporte das pessoas mais próximas que você mantém vinculo e que enxergam melhor do que você que “mudar é preciso”, que “dói e é estranho no começo, mas passa”, temos alguns motivos para sorrir, novos olhares, a surpresa de alguém que nunca lhe viu assegurando que tudo dará certo, oportunidades e uma vasta roda gigante de emoções. São 24 horas de borboletas no estômago, pensamentos reflexivos, vontade de voltar para casa e a ciência de que a vida anda para frente. O tempo para que tudo isso passe é muito relativo. Quando você perceber já será integrante do país escolhido, estará inserido profundamente e naturalmente. A constatação desse processo será de que “o corte do cordão umbilical” era necessário para que passos novos fossem seguidos e objetivos atingidos.

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