quarta-feira, 23 de maio de 2012

Medo



Imagem: Google


Estava assistindo a um documentário outro dia que falava sobre o medo. Quando somos crianças temos medo do “bicho papão”, do escuro, de sermos esquecidos por nossos pais, de nos perdemos ou qualquer outro medo que passe em nossa mente. Claro que nem todas as crianças tem mais tanto medo do que listei acima, pois a cada ano me parece que as crianças não têm mais temores de nada e que este sentimento virou algo mais adulto.

Quando somos adolescentes temos medo de sermos invisíveis ou rejeitados. No caso disso ocorrer dá-se um jeito e aparentamos ao mundo que somos “revoltados”, “inovadores”, “contestadores” ou simplesmente que não estamos “nem aí” para o que os outros estiverem pensando sobre nós.

O problema cresce quando nos tornamos adultos. O medo cresce e as questões também. Nesta fase existe todo o tipo de medo: o de ficar sozinho, de ser rejeitado, de perder, de parecer bobo, de amar solitariamente sem troca ou reciprocidade, de machucar o outro ou a si mesmo, de ser mal interpretado, de fracassar na vida pessoal ou profissional, de não saber educar os filhos, de perder o controle da situação, de escolher caminhos errados e não poder voltar atrás.

Medo de nunca mais sentir aquilo que te fez bem um dia, de não saber mais mergulhar fundo nas coisas ou de mergulhar tão fundo que quando vê acaba percebendo que está perdendo o rumo. Mas porque somos tomados por estes medos? Não estamos aqui para aprender? Não estamos aqui para viver?

É certo que você não deve ou não deveria sair por aí machucando as pessoas na tentativa de viver, errar e acertar, mas temer a felicidade é algo que não deveria fazer parte de nosso sistema de defesa. Se tudo se mostra natural, belo como aquilo que um dia idealizou, esperou ou sonhou; simples e tão profundo é porque assim é e não há mais nada o que temer.

As dúvidas sempre existirão, mas há um pensamento que versa que “nenhuma folha cai de uma árvore sem que Deus saiba de sua existência e que ela irá cair”. O que explica que nada (realmente nada) acontece ao acaso e que a vida percorre caminhos para estarmos diante de situações que nos levem a simples evolução ou a tudo aquilo que nos propormos no decorrer de nossa existência.

Errar, machucar-se, levantar-se, recompor-se, planejar-se e escolher para onde se vai. Não se esqueça de que seus pensamentos são as molas que movem o seu universo particular. Tudo é possível dentro das possibilidades que vão se descortinando em nossa história, dos seus merecimentos e do que plantou ao longo do caminho. E como já dizia aquele outro ditado: “O que é seu ninguém tasca!”. Assim como o que aparece em sua vida pertence a sua estrada e tem muito a lhe ensinar, acrescentar ou transformar (sempre) para melhor.