quinta-feira, 25 de março de 2010

Buscas

 Imagem: http://www.123rf.com/photo

Entre tantas coisas de que é feita a vida, todo mundo busca algo. No entanto, já diz o ditado popular que se você busca alguma coisa deverá saber ao certo o que quer encontrar no final do caminho, caso contrário, nunca terá certeza diante de sua conquista de que era aquilo mesmo que esperava ou desejava.

Há pessoas neste mundo que buscam incessantemente, gritam aos quatro cantos, sinalizam para o mundo o seu maior desejo individual; outras preferem procurar de uma forma discreta, uma atitude solitária e quase imperceptível. Penso naqueles que estão à procura, mas que se fecham sem abrir-se para novas visões e, desta forma, persistem nos mesmos padrões que os levam a lugar algum.

Acredito que toda busca ainda que árdua seja importante e que nos faça crescer diante dos obstáculos que surgem até o verdadeiro dia da glória. Não há como ganhar e colher os louros da vitória, sem antes tropeçar, chorar, angustiar-se, provar a solidão e ter a sensação de que nunca se chegará aonde se quer.

E são tantas distintas buscas: de paz, de um emprego, de um lar melhor e saudável, de uma profissão, de uma formação, de uma vida nova ou de um sentimento nunca antes experimentado. A sensação de fechar os olhos e ter a certeza de que valeu toda a espera, confirmando que nada substitui o sabor de se saber o que se quer e, de alcançar algo tão almejado não só com a ponta dos dedos, mas com o corpo todo e com a alma.

Então, se nada é em vão e se cada coisa está devidamente em seu lugar, avalie bem a sua busca e corra atrás com a estratégia muito bem preparada. Não seja como o soldado que para se defender duvida de sua própria sombra e, também, acaba atirando para todos os lados.

Muito provável que uma busca não se encerre na primeira oportunidade, contudo persistir é necessário até que os fatos e as tentativas nos apontem um rumo certo, tal qual barco deslizando nas límpidas águas de um oceano.

Ventos, tempestades e temporadas de maresias brandas nos jogam de um lado para o outro até que um determinado verão, outono ou inverno, nos deparamos diante de tudo aquilo que buscávamos, mas que por uma razão ou outra nem tínhamos idéia de que seria tão simples assim.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O significado e a insignificância das coisas

Às vezes levam-se um tempo para que a gente assuma algumas coisas e, também, aceite nosso papel na vida. Existem situações que não adianta você insistir, assim como existem encontros que realmente nunca darão certo.

A persistência sempre foi uma de minhas marcas, mas com o passar dos anos vou enxergando no meu caminho que persistir sobre algumas situações não vale apena. E de repente quando o tempo passa, a vida me responde que eu estava certa e que tal decisão era necessária.

Desde que me entendo por gente, minha mãe sempre me repetiu uma máxima: “o vaso depois de quebrado, por mais que se cole, nunca será o mesmo”. Oportunidades ou segundas chances sempre serão possíveis, mas algumas se tornam completamente inadmissíveis, como se o tempo houvesse fechado uma porta que não deve ser mais aberta.

E todas estas portas fechadas atrás de mim encerram histórias e memórias. Algumas fáceis de recordar e outras nem tanto. Não guardo ódio e nem rancor, apenas uma saudade e a compreensão de que para cada coisa existe um tempo e, que para cada pessoa existe uma trajetória que algumas vezes nos separa ou nos une.

Se esta trajetória me separou é porque haveria de ser assim e, também, porque haverá de surgir outras pessoas diante de meus olhos para com as quais me unir. Como naquela canção cujos versos dizem: “Boa sorte...” desejo-te boa sorte em teu caminho e em teu universo.

Mas, se esta trajetória me une a um (ou quem sabe a mais de um) certo alguém é porque há um laço sutil e maior que nos unifica e, nos aproxima, neste ciclo inesgotável de relações. Por todas estas explicações ao meu eu, acredito que nada é em vão e que haverá grandes descobertas no novo recomeço que me encontro agora.

Portanto, se hoje você estiver se questionando sobre os “porquês” desta vida acredite que sempre haverá uma resposta ao final de tudo. A felicidade ou as realizações são plantadas ao sol de cada dia e são colhidas da mesma maneira que você as plantou, sempre na hora correta para o universo e não conforme nossos desejos íntimos (e de urgência).