segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Câmbio (mensagem pra você)

Imagem: Google


Oi você
Como vai?
Tudo bem?
O que anda fazendo por aí?

Oi você
Estou tentando me aproximar
Mas sabe como anda corrida a vida
Então ainda não deu tempo de seguir suas pistas

Oi você
Quer saber meu nome?
Eu quero descobrir alguma fórmula
Alguma coincidência que me traga para mais perto de você

Estive pensando ao ver o pôr do sol
Acho que você gostaria de saber que aprecio essas coisas
Ah queria te contar algumas coisas da semana passada
Trocar algumas palavras 
Degustar aquela garrafa de vinho 
Ou quem sabe uma cerveja?

Não precisa ser eu aqui e você aí
Poderia ser eu e você em qualquer lugar dessa cidade
Oi você, será que está me ouvindo?
Me dê um espaço
E prometo não tomar conta de tudo

Que tal somar?
Eu levo meus amigos
Você leva os seus
Eu levo minhas histórias
Você leva as suas

Ei você, vamos passear no parque?
Pode ser no começo de tarde
Ou no final do dia
Vamos apreciar alguma de nossas estações

Oi você, será que demora muito?
Será que ainda andaremos em compassos diferentes?
Será que algum dia andaremos juntos?
Será que você abrirá sua vida para mim?
Haverá tempo ainda?
Ei você, estou aqui...
Mesmo Estado...às algumas quadras de algum lugar 
em que você esteja.
Cambio desligo!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Passagem para o futuro

Imagem: Google


O presente façamos agora
Todos os dias compondo uma parte dessa canção
Eu na voz e você no violão
Deixando os acordes formarem uma simples melodia

Hoje, amanhã ou agora
Quanto tempo demora?
Que horas que sairá esse voo?
A sua poltrona será ao lado da minha?

Façamos agora
Façamos sem demoras
Aquele voo nos espera
Para qualquer lugar que quisermos

Existem muitas paisagens a serem vistas
Algumas outras revividas
Há muitas músicas a serem cantadas
Outras tantas para serem conhecidas

E há tantos risos
Tantas histórias para contar
Tantos momentos para dividir
E a impressão de que o tempo pára
Somente para você e eu

Já faz tempo que comprei essa passagem
É o mesmo voo
Em uma certa hora e em um dia que não me foram informados
Não sei quem estará lá
E nem mesmo o lugar que iremos

Já estou com as malas prontas
Não levarei muitas coisas
A não ser todas as histórias já vivenciadas
Toda a gente que ainda faz parte dos meus dias
E, claro, você.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Diálogo


Fonte: Google

Estive pensando nos últimos tempos
Caminhando por alguns caminhos
Olhando o pôr do sol
Acreditando e algumas vezes desacreditando

Estive nos mesmos lugares
Também descobrindo novos
Conhecendo e desconhecendo pessoas
Mudando a direção conforme o vento

Andei calada
E alguns dias absurdamente barulhenta
Dentro de meus próprios pensamentos
Pensei no melhor e até no pior

Aqui estou eu..."Just me"
E a melhor saída?
Seguir sempre em frente
Nessa estrada diante de nós

Me deparo com novas canções
E com pensamentos diferentes
Me equivoquei, me curei e me reinventei
Para hoje estar aqui

Dessa janela estou apreciando o horizonte...
Estive obervando você enquanto não me vê
E daqui onde eu estou não pode me ver
Não sei ainda se quero ser vista
Por isso escapo e me abstruso

Algumas vezes sou sujeito oculto
Me perco no tempo
Sou uma lembrança desfigurada ou apagada
Com histórias para contar

Nesse diálogo unilateral
Estive pensando nas ideias sem sentindo
Aquelas que não nos levam a lugar algum
Ouvindo baladas...
Não cheguei à conclusão alguma...
Pensando que a ideia é boa,
Porém sempre haverá dúvida em todas as possibilidades.

domingo, 17 de agosto de 2014

Atrasados (Parte II)

Fonte: Google






Quem nunca chegou atrasado? Tem aquele dia em que por mais que você acorde e saia de casa cedo, corra para chegar no horário, ainda assim chegará atrasado. Alguns acreditam que chegar atrasado pode ser coisa do Divino: “quem sabe ter chegado tarde não foi melhor assim...”.

Chegar atrasado ao trabalho, na festa, na manicure ou em algum outro tipo de compromisso. Para cada situação há uma sensação. Na festa você certamente vai causar curiosidade aos olhos daqueles que se anteciparam, em um show ou em um filme vai ser constrangedor - já imaginou ter que discutir com alguém que sentou em sua poltrona, pois era o melhor lugar e porque tudo indicava que você não iria ao show? -, no trabalho o dia se resumiria em tumultuo ou pior do que isso se você tiver um gestor controlador.

E nas relações, você já se sentiu “atrasado”? Há dias em que você constata que muitos se encaixam, no entanto você não faz parte desse grande quebra-cabeça. Como se tivesse chegado atrasado, como se não existisse alguma companhia que se recordasse ou sentisse falta de sua presença para uma volta ali na esquina, para jogar conversa fora, para não fazer nada em especial ou para um grande projeto.

O mundo lá fora está todo formado, parcerias estabelecidas e você simplesmente chegou atrasado! Não há mais ninguém para formar irmandade com você, para te dizer: “vamos nessa?!”. Coincidentemente estava uma tarde dessas à procura de um filme e me deparei com um desses típicos da “sessão da tarde”, mas com um fundo complexo.

O filme contava a história de um garoto que não tinha amigos. Na verdade ele tinha, mas seu amigo inseparável havia optado por ceifar sua vida sem deixar razão ou algo que o garoto pudesse ajudar ou compreender a respeito da escolha dele. Eis que no ano seguinte sua vida se transforma de alguma forma quando conhece outro garoto e uma menina e, através dessas pessoas, conhece mais outras e começa a fazer parte daquela turma de indivíduos divertidos, distintos e interessantes.

Uma cena roubou minha atenção. Depois de uma festa, os dois garotos e a menina voltam para casa de carro, na estrada, ouvindo canções; começa a tocar em uma fita cassete a música “Heroes” na voz de David Bowie. A garota elogia o gosto musical do até então rapaz solitário citado acima, na estrada, os três ultrapassam um túnel com paredes cobertas por um material que lembra azulejo; a garota se levanta, coloca a cabeça para fora do teto solar e abre os braços diante do vento gerado com o movimento da caminhonete que percorre a autoestrada. Naquele instante o menino solitário olha sorrindo para seu novo amigo e diz: “Eu me sinto infinito”.

Talvez seja exatamente assim como no filme, somos infinitos ao lado daqueles que nos tocam pela vida a fora. Até para quem chega atrasado ou por último deve restar uma ponta de algo para fazer parte ou ser chamado para grande festa que é compartilhar. Pessoas seguem sendo elementos transformadores uma na vida da outra, poetas e pensadores já nos explicaram – ou tentaram explicar - as razões pelas quais todo aquele que cruzar nosso caminho conte tanto para nossa existência e faça tanta diferença (positiva ou negativamente). A dúvida que fica é se a gente realmente faça alguma diferença (positiva).

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Autorretrato

Fonte: Google


A janela de um ônibus é perigosa para quem se perde em pensamentos. Certo dia ao encarar a hora do rush, sem qualquer sombra de sono – às vezes o embalo de um ônibus é convidativo para um apagar ou outro de consciência – fiquei pensando algo sobre mim.

Sobre linguagens na escrita, o poeta costuma ser aquele que fala de sua dor, de seus medos, de seus prazeres ou qualquer outro motivo, como se não fosse ele quem estivesse vivenciando aquelas sensações - e nem sempre é - ele se torna a voz de outros indivíduos, de alguma maneira traduz em palavras para que alguns seres, que nunca cruzaram seu caminho, possam vivenciar dos mesmos sentimentos.

Assim, nesses devaneios, de um quarteirão a outro vi mulheres elegantes, com seus casacos de lã três-quartos, suas jaquetas de couro, suas roupas de causar inveja a qualquer ser da mesma espécie, suas unhas pintadas e brilhantes como se acabassem de sair de uma manicure, com seus cabelos escovados e esvoaçantes, com suas bolsas e sapatos deslumbrantes. 

Aquela imagem me levou a um pensamento: Não sou nenhuma delas! Verdade, não sou cheia de charme, não sou diva, não tenho esse traquejo, sou mulher comum. Sou mortal, “sujeitinha” simples de uma oração sem complemento nominal, daquelas que você vê por aí andando algumas vezes cabisbaixa ou com a cabeça na lua. Se tiver brilho, acredito que ele se esconda das sete da manhã até o final do dia, talvez não tenha a mesma vivacidade dos finais de semana. 

Ainda assim, admiro todas essas mulheres que não sou; que não fui e não vou. Elas se destacam na multidão, são belíssimas e musas de um Olimpo que nunca pertenci. O penar não existe, pois há muita mulher comum por aí, sem que jamais se pronunciem! Assim, ser comum não de todo ruim, você descobre que enquanto é comum você desfruta do ato de observar as pessoas e o movimento a sua volta, você ri de si mesma, e não tem obrigação de ser magnífica o tempo todo.

Ser comum não é ser feia ou qualquer outro adjetivo pejorativo, por favor, não disse isso! Há de ter o dia em que até mesmo uma diva já foi comum! No final somos todos comuns: quando nos sentimos sós; quando nos enganamos; quando descobrimos que sentimentos recíprocos não caminham exatamente da maneira que criamos em nossas fantasias. 

Somos todos comuns quando estamos em uma cama ou na fila de um hospital, quando somos apenas mais um número no local de trabalho, quando somos esquecidos, quando não temos emprego, quando passamos por dificuldades...infinidade de motivos para vermos que somos todos comuns.

Somos comuns, mas há quem diga que algo sempre nos definirá ou saltará aos olhos daqueles que enxergam além de qualquer aparência exterior. É bonito sim ver todas essas mulheres com seu poder de elegância, afinal o dom que você tem deve ser utilizado! Entretanto, em certos dias as mulheres comuns, também, têm seu dia de glamour, esbanjam sua elegância, por isso ao final de tudo somos todas iguais, somos seres humanos, somos mulheres.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Desenhando


Fonte: Google

Pegarei lápis e papel
Vou traçar linhas lentamente
Deixar a imaginação escorregar do coração para as mãos

Desenhando o que aparecerá:
Primeiro nasce seu sorriso
Segundo o seu semblante
Terceiro seus olhos expressivos

Cabelos que eu possa deslizar minhas mãos
Ombros que eu possa deitar minha cabeça
Braços que possam me abrigar
Mãos que eu possa tocar

Pernas que possam me alcançar
Pés que caminhem em minha direção
Corpo inteiro que me abrigue

Você está todo ali
Quase saindo do papel
Quase me tirando para dançar

É possível ver o colorido de seus olhos
Juntos gargalhando por qualquer bobagem
Apreciando canções
Conhecendo lugares

É possível te ver caminhando ao meu lado
Entusiasmado com os dias de sol
Pensativo nos dias de chuva
Algumas vezes comunicativo
Outros um tanto calado

Te enxergo
Te sinto mais próximo
Então a vida parece mais fácil
E tudo parece ter um significado ou sentido

O céu lá fora está azul
O sol nos convida para sair
E eu continuo caminhando para algum lugar

Hoje enxergo a vida
de uma forma diferente do que antes
Um sorriso invadiu meus lábios e meu olhar
Imagino que possa ser você saindo do papel
E por acaso aterrissando em minha vida.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Relacionar as relações


Fonte: Google

O assunto sobre relações sempre me atraiu, gosto de falar sobre isso e por vezes me perco conjecturando com minha própria consciência. Relacionar-se é uma grande aventura, realmente não é nova essa minha observação, mas eu o penso assim. Você une universos completamente diferentes, pessoas com ideais e ideias distintas, sentimentos e maneiras de enfrentar situações diversas.

O fato é que não há quem não deixe algo impresso na gente ou que a gente não acabe deixando alguma mania gravada em alguém. Com algumas pessoas você aprenderá ser mais contido, com outras irá aprender a ser mais solto; a outro você vai acabar entregando que o sucesso é que ele se mantenha calmo diante de certas coisas que, em sua experiência particular, você já compreendeu que deve se ter mais calmo e menos ansioso.

Quando esbarramos em alguém, quando deixamos que alguém entre em nossa vida a dinâmica é variada: com algumas pessoas é como encaixarmos os lados daquele cubo de Rubik (famoso cubo mágico) que foi ícone na década oitenta, simples assim e instantaneamente e, com outras pessoas, certas vezes não encontramos as cores correspondentes. 

Sermos perfeitos e iguais não é premissa para uma amizade. Aliás, é na diversidade que nos completamos. Não escolhemos amigos pela cor da pele ou cabelos, pela beleza ou modos perfeitos, na verdade amizade a gente conquista e é conquistado ou surpreendido positivamente. Alguns momentos a conquista é forte e rápida e em outro suave, leve, daquelas que cresce lentamente transformando-se em algo muito sólido.

Não há receita exata para que as mesmas pessoas que hoje se reconhecem como amigos se mantenham assim, é verdade que com a ação do tempo ou atitudes algumas amizades se deterioram e morrem por diversos fatores. Acho realmente triste quando isso ocorre. O bom mesmo é quando os sentimentos duram, permanecem, revivem, se fazem vivos e latentes dentro da gente e, claro, quando a recíproca é verdadeira.

Chamem-me de tola, sou uma garota das antigas! Acredito no ser humano e nas pessoas que me rodeiam. O universo anda muito frágil e carente de pessoas que se amem realmente, além do amor “carnal”, um amor simplesmente fraternal. Claro, amar ao próximo é bem complicado, mas isso já é outra discussão. 

À medida que vamos crescendo não temos mais “melhores amigos”, porque na verdade aqueles que a gente cativa ou carrega em nossos dias cada um deles possui algo que nos preenche. Então são “Marias”, “Joanas”, “Josés”, “Lus”, “Mis”, "Cris" entre tantos que convivem com você que tem e terão um papel importante em sua caminhada...depende de você (e deles também)! Outro dia, em um bate-papo agradável, eu ouvi algo muito interessante de uma amiga que entre tantas coisas me disse: “às vezes devemos avaliar e relevar certas atitudes (compreender as limitações e o jeito do outro) para não sair perdendo pelo caminho as boas amizades que construímos/conquistamos...”. “Yes, my friend. I agree!”.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O clube dos solitários

Imagem: Google

Não é tristeza, mas sim solidão
Estamos sozinhos em todas as tarde de verão
Há quanto tempo?
Por quanto mais?

Não são todos os dias iguais
Nem sempre ela vem
Onde estão as nossas companhias?
Para onde todos foram a essa hora?

Olho pela janela em uma noite quente
Até mesmo lá fora não há ninguém
Todos os finais se semana são iguais
E assola a mesma pergunta: onde foi parar você?
Sinceramente desejo sua companhia

Ser forte constantemente
Acreditar em um amanhã
Sorrir apesar de tudo
Ter amigos e no final das contas ser apenas eu

Pertencemos a algum clube?
Por que as pessoas ainda não chegaram?
Existe alguém que possa me ouvir?
Alguém ainda poderá me compreender?

Olho para o teto
Imagino que estou em outro lugar
Há um céu azul, o barulho do mar
Uma brisa sem igual
Contemplamos o final da tarde

Não sou mais um
Não estou mais entre paredes, me vejo ao ar livre
Qualquer tristeza passa em um instante
Como mágica
Continuo em minha individualidade, mas você está lá

E já não importa mais se as pessoas nos esqueceram
Se estão todas em seus clubes ou suas tribos
Estaremos aqui sentados lado a lado
Na primavera, verão, outono ou inverno

Foi-se mais um dia
Acabei adormecendo deitada ao chão
Abraçada e embalada pela solidão
Sonhei com dias coloridos
Diferente de todos que nos perseguem ultimamente
Antes de se despedir a solidão sussurrou em meu ouvido:
“Tenha fé, aguente firme, lágrimas não são eternas.


domingo, 12 de janeiro de 2014

Second chance (Segunda chance)


Imagem: Google


O assunto sobre voltar no tempo sempre causou interesse. Quem nunca pensou em voltar no tempo? Ou quem nunca quis ter o dom ou possuir uma máquina que o levasse ao passado ou futuro? Assisti despretensiosamente a um filme que me pegou de jeito. A história do garoto desajeitado que aos vinte e um anos é presenteado pelo pai com a informação de que os homens daquela família tem um dom, o de viajar ao passado como uma segunda oportunidade de mudar pequenas coisas que no primeiro momento o nervosismo e a falta de preparo acabam por estragar as ações (reações) diante dos fatos.

Cada homem daquela família ao descobrir seu dom tinha uma espécie de objetivo que os guiava para voltar ao passado e modificar suas ações, o mote do menino era o amor. Encontrá-lo, ser notado, viver o sentimento especial que ninguém está preparado, mas que ainda assim, deseja viver. Tenho que confessar que o que me tocou não foi exatamente a busca do personagem pelo amor, mas o desenrolar da história que me trouxe algumas reflexões. 

Em certo momento, Tim o homem ruivo e desengonçado, já vivenciando uma vida adulta longe da casa dos pais, conhece uma garota muito interessante que ao que tudo indica seria finalmente seu amor ideal. Encontram-se pela primeira vez em um restaurante, em uma situação inusitada, ele pede seu telefone e ali se estabelece a promessa de uma ligação, encontros e dias felizes. Porém, ao chegar em casa Tim encontra seu amigo desolado por que algo deu errado para ele, e o que ele faz? Volta no tempo para ajudar ao amigo. Ele consegue modificar a realidade do amigo, mas perde a chance de dar continuidade ao relacionamento amoroso que sempre desejou.

Quantos amigos seus perderiam algo importante para estar ao seu lado? Quantos abririam mão de algo para poder te ver um pouco mais feliz? Um ou nenhum? Quem irá saber? Somente quando a situação chegar você irá descobrir se existe algum destes raros exemplares "para o que der e vier" a quem chamamos: amigo.  Certa vez li em algum lugar que amigo era um familiar que a gente escolhe. Ele não é de seu sangue, não cresceu com você (alguns sim), ele não dividiu a mesma mãe e nem o mesmo pai com você, não é seu primo/prima, de repente não tem a mesma etnia e nem a mesma cor de seus olhos, mas você o ama como se tivesse saído de sua família sanguínea ou como se tivesse todas as características citadas, mesmo que não as tenha.

Para terminar as reflexões que o filme me causou a certa altura do filme ocorreu uma situação em que Tim - já casado, pai de família - fica fragilizado ao perceber que poderia perder sua irmã que ainda vivia um tanto fora da realidade adulta, pois estava sempre às voltas com seu namorado problemático e saindo de seus empregos como quem muda de camiseta. Ele tenta ajuda-la, óbvio, voltando no tempo. Não vou contar o que aconteceu para Tim no retorno dessa viagem ao passado, mas a lição que ele aprendeu, também, me fez pensar. 

A personagem principal chega à conclusão que ajudar sua irmã voltando no tempo mudaria sua história - com certas consequências - no entanto, e o que teria mais valor seria se ela passasse por tudo o que deveria vivenciar naquele momento para que, com suas próprias decisões, enxergasse o que lhe faz bem e o que não lhe serve mais. A resposta é que ainda que deseje com todas as forças, um mundo melhor para àqueles que amamos, não há como protegê-los constantemente, como mudar suas escolhas, suas dores ou suas decepções. 

Ser o apoio para todos os momentos é algo que nunca deixamos de ser, mas realmente a vida é necessária ser vivida por nossos amores amigos, nossos irmãos para que eles adquiram seus discernimentos a respeito do que lhes convém ou não. Filmes como este causam vários pensamentos, poderia ficar falando sobre outras impressões que tive, mas a vida também me chama e, infelizmente (ou felizmente) não tenho o dom de voltar no tempo...viver ainda é improviso!